terça-feira, 12 de janeiro de 2010

TEMPO TEMPO TEMPO


Tem pressa o tempo.
A vida urge.
E suas páginas
Vão sendo viradas
Uma a uma
Com sofreguidão.

Até a última delas
Virada neste instante
Já tem cheiro de saudade e mofo
Como um traste
Atrás da porta.

Adiante
Folhas em branco
Se nos oferecendo
A uma nova escrita
Estradas se abrindo
Para a liberdade
De outros passos
Que só vão...

Tudo é necessariamento novo
E nada haverá de se reescrever
Sobre os toscos rascunhos

Porque na vida não há
Caminhos de volta.
Nem consertos...
Nem rasuras...


DARCI BORGES

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